Ouse pensar por si mesmo
Feb
22
By: Delmo Fonseca | Discussion (0)

Eu espero pelo silêncio
E ele não vem
Murmúrios me visitam, barulhos me circundam
E o silêncio não vem

Carros buzinam, crianças gritam
Sons variados me assediam
Mas o silêncio não vem

Ouço vozes juvenis
Moveis sendo arrastados
Motores ligados
Barulho de ar-condicionado
Mas silêncio que é bom, não tem

Há uma cigarra na minha janela
Que na pausa do vozerio da vizinhança
Canta por minutos a fio
Mas o silêncio não vem

Se eu correr para a praia
Que garantia terei
Se as ondas vêm e vão
Se eu me refugiar nas montanhas
Que garantia terei
De que os grilos se calarão?

Já passa da meia-noite
Há duas horas vigora a lei do silêncio
(no papel)

Se eu pudesse falar bem alto
Gritar pra todo o mundo ouvir
Certamente diria: SILÊNCIO!



Feb
22
By: Delmo Fonseca | Discussion (1)

images.jpgQuando Deus olha para a sua criação Ele vê o todo, mas o homem relativiza esta mesma criação dando a cada coisa criada um valor diferente. Este valor aumenta ou diminui conforme o seu grau de importância. Vejamos a história do sal, por exemplo: O sal, desde a antiguidade dos povos previne contra a corrupção. Torna ou conserva os alimentos acessíveis nas viagens. Era a tecnologia de 3 milênios atrás. O pagamento por um dia de trabalho era feito em sal, daí a palavra salário. O sal gerava riqueza, e onde há riqueza há poder. Quando o homem descobre que pela riqueza ele obtém o poder, a sua busca torna-se desenfreada. Quanto mais se multiplica a riqueza mais se multiplica o poder. A riqueza material traz segurança, independência e contentamento. E o que as pessoas buscam? Não é segurança, independência e contentamento? Estes três ingredientes produzem uma sensação de paz. É esta sensação que os homens procuram, seja na religião, na política ou no dinheiro. Esta busca, com o tempo, se torna um culto, uma idolatria. “Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho…” (Ec 5.10). A riqueza é uma potestade, ou seja, há na riqueza um poder de fascinação que atrai para si muitos adoradores. Quantos podem resistir ao poder da riqueza? No livro de Ezequiel (28.1-19) há uma alusão ao rei de Tiro, que à semelhança de Adão, se deixou corromper pelo poder da riqueza.
Esta potestade foi chamada por Jesus de Mamom, portanto, servir a Mamom requer entrega, renúncia (Mt 6.24). Muitos renunciam a família, os amigos e a graça de Deus por causa da devoção a Mamom, mas são poucos o que fazem o mesmo por devoção a Cristo. Vide a proposta que Jesus fez ao jovem rico em Lucas 18.18-30.
Quando o apóstolo Paulo se refere ao deus deste século - ao contrário do que muitos acreditam como sendo o diabo ou outro ente espiritual -, ele fala da riqueza, do seu poder de sedução. Confira em 1Timóteo 6.1-10;17-19.
Conclusão: Servir a Deus não retira de nós o direito de sermos ricos, porém, exige de nós uma vigilância constante, pois qualquer ameaça desta perda gera pânico. Deus não quer que andemos em pânico, mas em paz.